Novo ministro da Saúde
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| Nomeação do ministro foi publicada no Diário da União nessa terça-feira |
Foi confirmado, nessa segunda-feira, o novo ministro da Saúde, o médico Marcelo Queiroga. Ele é o quarto titular da pasta desde que começou a pandemia no país, em março de 2020.
Por algumas de suas falas desde que foi nomeado ministro, podemos antecipar como será a gestão do médico: ''Ministro da Saúde executa a política do governo'', disse ele em reunião com seu antecessor. Daí podemos extrair que Queiroga não pretende confrontar o presidente Jair Bolsonaro, que tem caráter negacionista no enfrentamento à pandemia de coronavírus. Em outra fala ele diz que ''lockdown não pode ser política de governo'', o qual ele considera ''extremo''. Em sua primeira entrevista, ele ainda tece comentários sobre a atividade econômica, que deve ser preferível ao lockdown, e propõe uma ''grande união nacional'' para vencer a pandemia.
Marcelo Queiroga é da Paraíba e trabalha como cardiologista. Em suas redes sociais, ele tanto defende Bolsonaro em algumas ocasiões, quanto critica algumas posturas. Como profissional da linha de frente, Queiroga já tomou a primeira dose da vacina.
Anteriormente a Queiroga, o general do Exército Eduardo Pazuello esteve à frente da pasta, efetivado durante seis meses. Antes de ser efetivado, Pazuello ficou dois meses como interino, conquanto a vaga de ministro estava vazia. O general foi o 13º ministro a cair do governo Bolsonaro. Ele próprio foi quem pediu para sair, em um momento que os deputados do Centrão pressionam por uma mudança na pasta. Como legado, Pazuello deixa uma campanha de vacinação em ritmo lento e colapso de Manaus por falta de oxigênio.
Em abril, quem começou a comandar a pasta foi Nelson Teich, oncologista que ficou menos de um mês no cargo. No entanto, o primeiro ministro a enfrentar a Covid-19 foi o ortopedista Luiz Henrique Mandetta. Ambos caíram por divergências com Jair Bolsonaro.

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